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Megadeth | Megadeth (2026)

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Despedidas nunca são fáceis, e isso se aplica a tudo: desde pessoas que amamos até projetos que contribuíram para o nosso crescimento. Assim, julgo não ser exagerada a afirmativa de que o fim de uma banda acaba por representar uma perda dolorosa, ainda mais se o grupo o acompanhou por anos, compondo a trilha sonora de sua vida. Hoje, dia 23 de janeiro de 2026, marca o lançamento do último disco de estúdio do “ Megadeth ” , autointitulado. Por mais que a banda tenha expressado há tempos o desejo de se aposentar dos palcos, isso não torna as coisas mais fáceis para os fãs. A presente resenha será diferente das demais. A análise, que normalmente é permeada por um tom sentimental em relação aos discos sobre os quais escrevo, seguirá uma vertente completamente emocional, sendo esta uma pequena homenagem a uma banda que me acompanhou por longos anos. Portanto, vamos falar de Megadeth , o trabalho final de uma das maiores bandas de thrash metal do mundo. Como ocorreu meu primeiro contato com...

Slayer | Divine Intervention (1994)

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Para os leitores de longa data deste blog, é fato comum eu apresentar resenhas que tratam das bandas que influenciaram não somente a minha personalidade musical, mas toda a minha adolescência. Acredito que esse é um dos períodos mais mágicos da vida de qualquer pessoa, em que tudo é novidade e se torna extremamente intenso. Entre os meus 13 (treze) e 14 (quatorze) anos, criei uma fixação em relação ao metal extremo. Durante esse período, eu procurava consumir ao máximo qualquer tipo de banda que chocasse, desde o som até a atitude. Foi justamente nesse breve período que consumi gêneros como Black Metal e achava sonoramente o GG Allin um máximo (se arrependimento matasse, cof cof ). Àquela altura, o Thrash Metal já se encontrava presente na minha pequena discografia pessoal, porém, representava uma parcela muito pequena. Em verdade, apenas duas bandas se destacavam: Metallica e Megadeth . Ambas por pura influência dos meus amigos da época. Logo, procurando expandir meus conhecimento...

Ozzy Osbourne | Bark at the Moon (1983)

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Apresenta-se inevitável o desejo de atribuir um título a determinada obra ou artista. Muitas das vezes, para os fãs, essa necessidade representa uma forma de carinho do público, mas também pode ser oriunda de uma “sacada genial” da imprensa para vender títulos. Neste sentido, penso que devemos ser cuidadosos, rotular todo um trabalho pode ser extremamente perigoso, pois há grandes chances de se resumir algo que está longe de ser simples. Claro, você, leitor, provavelmente deve conhecer diversas alcunhas que se tornaram verdadeiros sinônimos. Quando mencionamos “Príncipe das Trevas”, acredito que não existem dúvidas sobre a quem estamos nos referindo - John Michael Osbourne, Ozzy Osbourne . Na minha opinião, não existira artista mais caricato, cuja imagem e a obra caminhem em tamanha harmonia. A figura de Ozzy é a pura complementação de seu som, sendo impossível desassociar qualquer música do Black Sabbath ou de sua carreira solo com a figura do madman . Porém, quando me perguntam com...

Whitesnake | Slide It In (1984)

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Nestes últimos dias, me encontrei voltando às origens, revisitando discos que por muito tempo ficaram esquecidos nas minhas audições. Confesso que meu gosto tem variado consideravelmente de uns tempos para cá, o que, de certa forma, é algo positivo, a considerar que todos precisam explorar outros gêneros ao longo da vida, até para evitar uma estagnação musical. Por mais que o H eavy Metal  e o G lam Metal  se façam presentes na maior parte do tempo, outros estilos acabaram ganhando maior destaque nos meus momentos de lazer. Atualmente, estou muito mais próximo da escola setentista, desde o rock "clássico" até o movimento punk desenvolvido na década. Pontuo aqui que, conforme adiantado há pouco, o estilo conhecido como glam metal é sem dúvida alguma um dos meus favoritos, e quando olhamos para a história, diversas foram as bandas que tinham um som muito mais rock n’ roll clássico e passaram a “surfar” na onda do hard rock oitentista. Dentre os vários grupos que aproveitaram to...

Iron Maiden | Fear of the Dark (1992)

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A música sempre esteve presente em minha vida, e quando da minha adolescência, torna-se ainda mais forte essa relação. Todos narram que a adolescência é a fase mais importante do nosso crescimento pessoal, pois é nela que sedimentamos o nosso caráter, estabelecendo uma ideia de "como queremos ser". Lembro que minha adolescência foi totalmente comum, sem qualquer aventura extraordinária. A época, me tornei aqueles pirralhos chatos, em que tudo é um motivo para reclamar. Nesse período, a minha paixão por música, principalmente por heavy metal, se aflorou de maneira absurda. Minha coleção pessoal de  CD's  ganhava mais e mais títulos, dentre eles estavam:  Black Sabbath ,  Metallica ,  Megadeth ,  Slayer ,  AC/DC ,  Van Halen  entre outras bandas. Contudo, existia uma banda que era o carro chefe naquele período -  Iron Maiden . A primeira vez que segurei o apoteótico " Seventh Son of a Seventh Son " (1988) em minhas mãos e pude contemplar...

Mötley Crüe | New Tattoo (2000)

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Abençoados sejam os anos oitenta. A década que marcou o início de vários artistas incríveis, o ressurgimento de alguns e o auge de outros. Marca a reconstrução do heavy metal com o movimento  N.W.O.B.H.M. ( New Wave of British Heavy Metal ) , assim como, uma "reconstrução" do gênero hard rock com o g lam metal . O estilo glam metal independe do som, trouxe toda uma repaginação para a cena " rockstar ". Agora, as jaquetas de couro pretas com calças jeans justas passavam a ganhar uma palheta de cor muito mais rica, combinando com toda a maquiagem e cabelos esvoaçantes que se tornavam cada vez mais comuns. Artistas como Twisted Sister , Poison e Cinderella são excelentes exemplos para ilustrar toda essa energia e "estilo" que o glam metal emanou na penúltima década do século XX. Tiveram bandas que não perderam tempo e igualmente surfaram essa onda, é o caso do Kiss , que no início dos anos oitenta mudou sua caracterização radicalmente. Na minha opinião, qu...

Priestess | Hello Master (2005)

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As resenhas que aqui são escritas, não carregam o peso de um crítico musical, em verdade, elas estão muito longe de estabelecerem uma relação de critica entre quem a escreve e a obra analisada. A base para todas as resenhas que realizei desde o início desse blog, é a minha vontade de expressar as minhas experiências com as mais diversas bandas com que tive contato. A ideia, não é estabelecer um exame técnico sobre um grupo, estilo ou álbum, mas sim, demonstrar como cheguei naquele artista, meu primeiro contato, minha relação com seu disco. Sempre me fascinou pensar que mais pessoas pudessem ter uma conexão tão sentimentalista com música, assim como eu. Regressando a minha infância, a música sempre esteve presente, contudo, nunca recebeu papel de destaque até meus oito anos, quando descobri o rock and roll . Assim, poderia criar a história mais mirabolante e romântica com relação às minhas primeiras descobertas, narrando um possível show do Iron Maiden que passará na televisão, ou e...

The Runaways | And Now... The Runaways (1978)

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Para os leitores mais assíduos deste blog, não é novidade nenhuma a forma como procuro expor minhas opiniões sobre os mais diversos discos que aqui escrevo. Entendo não ser possível apresentar um ponto de vista sem antes contextualizar como ele foi construído. A música é capaz de atingir um nível de sentimentalismo extremo, principalmente do ponto de vista nostálgico. Não adianta, existem discos/músicas que, quando escuto, têm como efeito uma verdadeira viagem no tempo, me remetendo ao sentimento que tive ao ouvi-lo pela primeira vez. Toda essa introdução, não é para matar você, leitor, de tédio, mas para ilustrar o sentimento que tive essa semana, quando revisitei a discografia da banda que será alvo de análise. Focando um pouco na parte "sentimentalista" que muitos álbuns carregam, isso pode facilmente criar uma visão distorcida quanto a qualidade da obra, explico - Acredito que existem discos que tem um primeiro impacto muito positivo a depender do momento em que você o es...

Ratos de Porão | Anarkophobia (1991)

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Na última sexta-feira, um pouco antes de selecionar o disco para a resenha da semana, estava dando uma olhada na minha discografia pessoal, uma humilde coleção de compact disc ( CD ), quando me deparei com alguns títulos que marcaram a minha adolescência. Por óbvio, grande parte dos CD’s que tenho hoje, representam anos de colecionismo, a considerar que meus gastos na adolescência eram sagradamente controlados pelos meus pais. Dentre todos os álbuns que marcaram o início de minha jornada na música, ou melhor, no metal, encontro “ Show No Mercy ”, “ Kill 'Em All ”, “ Killing Is My Business... and Business Is Good! ” e os mais diversos títulos do gênero thrash metal . Lembro muito bem da minha primeira impressão com o estilo clássico que consagrou as mais diversas bandas do movimento  Bay Area Thrash . A cada play novo, me sentia legal, descolado por escutar um som tão “extremo”, que fugia daquele rock and roll tradicional que pessoas “normais” estavam acostumadas. Em paralelo, ou...