Exciter | Violence & Force (1984)
Bandas como Accept e Mercyful Fate são unanimidades quando o assunto é heavy metal. Na minha humilde opinião, não existe um grupo que de melhor definição ao gênero metal, quanto os alemães do Accept. Igualmente, difícil se mostra a tarefa de eleger uma figura que melhor represente os estereótipos de um vocal de heavy metal como King Diamond.
Por óbvio, isso não é uma máxima, a considerar o número de bandas que são igualmente qualificadas e que nos presenteiam com um metal da mais alta qualidade. Grupos como Anvil, Metal Church, Diamond Head entre outros, poderiam tranquilamente estar no grande dicionário do heavy metal como verdadeiros sinônimos do estilo.
Acredito que ficou mais que evidente que quando listo possíveis bandas que são um marco para o gênero, não procuro resumir o metal a esse seleto grupo. Sendo assim, uma banda que sem dúvida alguma está inserida dentro deste vasto volume de guardiões do metal, é o Exciter.
O trio canadense formado originalmente em 1978, é sem questionamento algum, um dos expoentes mais importantes do estilo conhecido como speed metal, sendo uma das bandas pioneiras do gênero. O grupo ganhou notoriedade no início dos anos 80’s, servindo de referência para os mais diversos artistas, que posteriormente participariam do movimento N.W.O.B.H.M., ou então, até criaram um novo segmento dentro do gênero, como ocorreu com bandas que sedimentaram o estilo conhecido como thrash metal.
Hoje vamos conversar sobre o clássico e poderosíssimo “Violence and Force”, lançado em 1984.
Por mais que a banda esteja no mesmo patamar de grandes nomes do metal internacional, isso infelizmente não significa dizer que o grupo possui notoriedade comercial. Por mais que a banda apresente um potencial gigantesco, potencial esse reconhecido dentro da cena “metal”, o grupo nunca alçou grandes voos dentro do mercado fonográfico.
Reconheço que apenas tive conhecimento quanto a existência da banda de forma tardia, muito pelo motivo que acabo de lhes narrar. Lembro de ter por volta de 18 anos, quando escutei justamente o disco Violence and Force.
O primeiro contato com o grupo foi extremamente positivo - Som agressivo, pesado e rápido, com uma gravação de qualidade duvidosa e uma capa feia e tosca.
Por óbvio, isso não é uma máxima, a considerar o número de bandas que são igualmente qualificadas e que nos presenteiam com um metal da mais alta qualidade. Grupos como Anvil, Metal Church, Diamond Head entre outros, poderiam tranquilamente estar no grande dicionário do heavy metal como verdadeiros sinônimos do estilo.
Acredito que ficou mais que evidente que quando listo possíveis bandas que são um marco para o gênero, não procuro resumir o metal a esse seleto grupo. Sendo assim, uma banda que sem dúvida alguma está inserida dentro deste vasto volume de guardiões do metal, é o Exciter.
O trio canadense formado originalmente em 1978, é sem questionamento algum, um dos expoentes mais importantes do estilo conhecido como speed metal, sendo uma das bandas pioneiras do gênero. O grupo ganhou notoriedade no início dos anos 80’s, servindo de referência para os mais diversos artistas, que posteriormente participariam do movimento N.W.O.B.H.M., ou então, até criaram um novo segmento dentro do gênero, como ocorreu com bandas que sedimentaram o estilo conhecido como thrash metal.
Hoje vamos conversar sobre o clássico e poderosíssimo “Violence and Force”, lançado em 1984.
Por mais que a banda esteja no mesmo patamar de grandes nomes do metal internacional, isso infelizmente não significa dizer que o grupo possui notoriedade comercial. Por mais que a banda apresente um potencial gigantesco, potencial esse reconhecido dentro da cena “metal”, o grupo nunca alçou grandes voos dentro do mercado fonográfico.
Reconheço que apenas tive conhecimento quanto a existência da banda de forma tardia, muito pelo motivo que acabo de lhes narrar. Lembro de ter por volta de 18 anos, quando escutei justamente o disco Violence and Force.
O primeiro contato com o grupo foi extremamente positivo - Som agressivo, pesado e rápido, com uma gravação de qualidade duvidosa e uma capa feia e tosca.
A capa deste disco é um espetáculo à parte. Sempre que sou indagado sobre qual capa é capaz de expressar com excelência o que foi o heavy metal nos anos 80’s, a minha resposta é certa: Violence and Force.
Reconheço que a afirmação que acabo de apresentar pode parecer até certo ponto exagerada, logo, gostaria de explicar o porquê desta colocação.
A arte está repleta de elementos característicos dos anos 80’s. Na capa temos a mão de uma figura monstruosa, que tenta adentrar por uma porta. Observando os detalhes, é possível verificar que a figura misteriosa está usando spikes e encontra-se sob a posse de um canivete automático - itens extremamente comuns dentro da cena de metal da época.
Ainda, o que impede a criatura misteriosa de entrar no cômodo, é uma mulher, a julgar pelas mãos (única parte visível), delicadas e com unhas grandes pintadas com um vermelho vibrante, outro estereótipo dos anos 80’s.
Misturando tudo, ao final vamos ter uma capa agressiva, icônica e tosca, sendo este último, um dos elementos essenciais para atrair a curiosidade daqueles que gostam de um heavy metal “clássico” - foi exatamente o que aconteceu comigo.
O som da banda é muito característico, apresentando riffs rápidos e violentos, acompanhados de solos em que a distorção se faz presente a cada lick. Porém, um grande problema dentro da discografia da banda é a produção de seus álbuns, assunto que abordarei com maior cuidado posteriormente.
Um fato curioso, é que Dan Beehler, fundador do Exciter, ocupa o posto de vocalista e baterista na banda, sendo uma figura imponente nas apresentações do grupo. Particularmente, eu gosto muito de como o “tanque de guerra Exciter” opera durante os seus shows. A todo instante temos a sensação de que Beehler está atuando como um verdadeiro maestro, guiando toda máquina Excitar.
Sobre Violence and Force, acho mais que necessário exaltar a figura de John Ricci, que na minha opinião, é uma peça chave para o grupo. Músicas como a própria “Violence and Force” e “Scream In The Night”, apresentam riffs matadores. Enquanto “Destructor” e “Swords Of Darkness”, nos presenteiam com solos agressivos e velozes de Ricci. A canção Destructor também conta com uma introdução absurda de Dan Beehler na bateria.
Todavia, é preciso destacar um ponto negativo que a banda carrega ao longo de sua discografia: A produção ruim.
Reconheço que não sou a pessoa certa para adentrar com profundidade ao tema, pois não possuo conhecimentos técnicos para tanto. Contudo, é perceptível que em sua grande maioria, os trabalhos do Exciter foram gravados, ou então, mixados, de maneira extremamente precária, o que evidentemente ocasionou em um resultado final muito abaixo quando em comparação a trabalhos de outros grupos do mesmo segmento.
Eu acredito que esses detalhes não são suficientes para derrubar uma obra, o disco “Kill ‘Em All” não me deixa mentir, todavia, esse é um fator capaz de influenciar, e muito, a recepção de uma obra. Logo, tenho a convicção de que um dos motivos que fizeram a banda viver na cena underground, foi justamente a falta de recursos para produções mais elaboradas.
Por fim, uma curiosidade, é que o Exciter já se apresentou em terras brasileiras algumas vezes, sendo a mais marcante, a sua primeira visita ao país em 1986. À época, a banda excursionou com os britânicos do Venom, em uma tour que passou por cinco Estados: Brasília, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.
O responsável por abrir o show em Minas Gerais, foi o Sepultura, cujo nome, naquele período era desconhecido internacionalmente. Todos os metaleiros presentes no show que ocorreu em Belo Horizonte, mal sabiam que além de Exciter e Venom, estavam diante de uma banda, que poucos anos depois dominaria a cena do metal mundial.
Caso você nunca tenha escutado nada do trio canadense, Violence and Force é uma excelente opção, assim como o seu sucessor “Heavy Metal Maniac” de 1983. Por mais que o álbum não conte uma grande produção, ainda assim, é um verdadeiro clássico do heavy/speed metal, não podendo ser ignorado sob nenhuma hipótese.


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