Venom | The Waste Lands (1992)
A história nos mostra que dificilmente um grupo irá terminar a sua carreira da mesma forma que a começou. Quantas são as bandas que atualmente apresentam uma formação totalmente diferente da que deram início em sua trajetória no mercado fonográfico, tendo que superar traumas e dificuldades para conseguir se manter na ativa, simplesmente, porque em algum momento o peso da fama e da estrada acabaram se tornando irremediáveis.
No mundo do rock ‘n’ roll, as mudanças no plantel de super grupos é quase que uma atividade corriqueira. Existem casos em que essa mudança se apresenta tão assertiva, que nos faz esquecer o quão difícil é a tarefa de encontrar a peça perfeita para substituir a engrenagem que é a “cara” do maquinário.
Aqui, conseguimos perceber como AC/DC, Van Halen, Black Sabbath e Iron Maiden realizaram esse exercício de forma pontual e precisa, a considerar que substituíram figuras que lhe eram centrais. Rostos importantes não somente no processo criativo dos grupos, como também, para as suas identidades.
O público normalmente apresenta uma certa dificuldade em se adaptar com mudanças, principalmente quando estas se tratam de substituir um membro tão caricato em suas bandas favoritas. Tenho certeza absoluta, que você leitor, já teve dificuldade de "engolir" uma parte da discografia de um determinado grupo, não tomando o trabalho de se aprofundar nos discos lançados com uma nova formação, sob o sentimento de que não valia a pena.
Algo muito similar me aconteceu com a banda Venom. O grupo britânico mundialmente conhecido por ser responsável por dar início a um gênero dentro do metal, sendo este batizado com o nome do seu segundo álbum - “Black Metal” de 1982 - passou por algumas mudanças ao longo de sua história, sendo a mais significativa, ocorrida em 1987 com a saída do lendário frontman Conrad Lant, popularmente conhecido como “Cronos”. Cronos foi substituído por Tony Dolan, o “Demolition Man” (PS: Eu amo os nomes dos integrantes do Venom).
Para conversar mais sobre essa mudança que alterou significativamente o som do grupo, escolhi um álbum de uma fase nebulosa da banda. Hoje vamos conversar sobre o disco “The Waste Lands”, lançado em outubro de 1992.
No mundo do rock ‘n’ roll, as mudanças no plantel de super grupos é quase que uma atividade corriqueira. Existem casos em que essa mudança se apresenta tão assertiva, que nos faz esquecer o quão difícil é a tarefa de encontrar a peça perfeita para substituir a engrenagem que é a “cara” do maquinário.
Aqui, conseguimos perceber como AC/DC, Van Halen, Black Sabbath e Iron Maiden realizaram esse exercício de forma pontual e precisa, a considerar que substituíram figuras que lhe eram centrais. Rostos importantes não somente no processo criativo dos grupos, como também, para as suas identidades.
O público normalmente apresenta uma certa dificuldade em se adaptar com mudanças, principalmente quando estas se tratam de substituir um membro tão caricato em suas bandas favoritas. Tenho certeza absoluta, que você leitor, já teve dificuldade de "engolir" uma parte da discografia de um determinado grupo, não tomando o trabalho de se aprofundar nos discos lançados com uma nova formação, sob o sentimento de que não valia a pena.
Algo muito similar me aconteceu com a banda Venom. O grupo britânico mundialmente conhecido por ser responsável por dar início a um gênero dentro do metal, sendo este batizado com o nome do seu segundo álbum - “Black Metal” de 1982 - passou por algumas mudanças ao longo de sua história, sendo a mais significativa, ocorrida em 1987 com a saída do lendário frontman Conrad Lant, popularmente conhecido como “Cronos”. Cronos foi substituído por Tony Dolan, o “Demolition Man” (PS: Eu amo os nomes dos integrantes do Venom).
Para conversar mais sobre essa mudança que alterou significativamente o som do grupo, escolhi um álbum de uma fase nebulosa da banda. Hoje vamos conversar sobre o disco “The Waste Lands”, lançado em outubro de 1992.
Sempre resumi o trabalho do Venom em quatro discos essenciais, sendo estes: Welcome to Hell (1981); Black Metal (1982); At War with Satan (1984); Possessed (1985).
Por mais que a banda apresente uma vasta discografia, confesso que eu sempre me limitei aos primeiros trabalhos, por considerar que eram os únicos dignos de maior atenção. Todavia, este pensamento vem mudando aos poucos, principalmente quando comecei a dar maior atenção para o que Tony Dolan produziu junto ao grupo.
Conforme adiantei a pouco, Dolan recebeu a difícil tarefa de substituir Cronos, que exercia a função de frontman com excelência. Logo, reconheço que essa alteração na formação do grupo contribuiu, e muito, para que eu tivesse certa hostilidade aos trabalhos lançados pelo Venom no final dos anos 80’s e início dos 90’s.
Falando exclusivamente sobre o disco “The Waste Lands”, é inegável que o álbum não é um clássico da banda, tanto, que tomei conhecimento de sua existência a pouco tempo. Mas uma coisa posso afirmar ao leitor deste blog – Eu fiquei positivamente surpreso com esse disco.
Primeiramente, para aqueles que nunca escutaram Venom, ou então, apenas tiveram um contato básico com os primeiros discos, já posso alertar que The Waste Lands é um trabalho totalmente fora da curva. O oitavo álbum de estúdio da banda apenas continua com a linha construída por seus antecessores – Um som muito mais limpo, com passagens melódicas e com vocais mais naturais.
A primeira coisa que me saltou aos ouvidos quando escutei o disco pela primeira vez, foi justamente a qualidade da produção, de modo que o álbum se apresentou muito mais convidativo, haja em vista, que as primeiras produções do Venom sempre contaram com baixos orçamentos, o que contribuia com um som muito mais cru e sujo.
Ainda, sinto que a sonoridade do grupo mudou muito. Por mais que o seu disco antecessor “Temples of Ice” de 1991, já apresentasse uma sonoridade mais limpa, muito mais sintética, a sensação é de que The Waste Lands se afasta ainda mais das características clássicas da banda.
Apesar disso, é plenamente possível identificar passagens em que o grupo faz um som ao melhor estilo Venom. Sinto, que por mais que o vocalista Tony Dolan tente impor o seu estilo nos vocais da banda, como é possível presenciar na canção “Clarisse”, o vocalista ainda segue uma linha muito similar a de Cronos. Músicas como “Crucifed” e “Wolverine” apresentam vocais que inegavelmente contém elementos colocados em prática pelo antigo vocalista.
Justamente por não conseguir definir com exatidão o que esse álbum representa dentro da discografia do grupo, de modo, a não conseguir precisar quanto a sua “natureza”, é o que o transforma em um disco muito mais interessante. Atenção, em nenhum momento estou dizendo que o trabalho é ruim, muito pelo contrário, acho um excelente disco de metal.
Caso eu tenha despertado o seu interesse em escutar The Waste Lands, recomendo que o faça sem praticar qualquer exercício de comparação com os demais trabalhos da banda, pois terá a sensação de estar passando por uma montanha-russa, que alterna entre pontos de similitude e outros em que lhe faz pensar: “isso definitivamente não é Venom”.
Portanto, não é possível resumir a discografia do Venom aos primeiros quatro discos, muito menos resumir a banda a figura de Cronos, que por mais que seja fundamental para o grupo, não impediu que a banda lançasse trabalhos interessantíssimos. Sim, o disco não é um clássico, mas está longe de ser ruim.


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