Pennywise | From The Ashes (2003)
Gostaria de iniciar a presente resenha propondo um simples exercício ao
leitor deste blog: volte no tempo, mais precisamente para a sua
pré-adolescência ou adolescência. Você consegue lembrar com precisão quais
bandas marcaram essa fase da sua vida? Eu consigo.
Dentre os mais diversos gêneros que compõem a trilha sonora da minha puberdade, é impossível não destacar o punk rock. Lembro-me de ter 14 ou 15 anos quando tive meus primeiros contatos com o gênero, desde clássicos como Dead Kennedys e Ramones até o popular ska punk de NOFX e Rancid. Obviamente, não existe movimento mais convidativo do que a cena punk para um adolescente "rebelde sem causa". O conceito “Do It Yourself” parece acolher qualquer jovem que esteja se perguntando qual o melhor caminho a ser seguido ou trilhado.
Dentre todas as bandas que se destacam nessa estranha e nebulosa fase da minha vida, o Pennywise é uma das mais interessantes. Hoje, vamos conversar sobre “From The Ashes”, sétimo trabalho da banda, lançado em setembro de 2003.
Meus primeiros contatos com o som do grupo norte-americano ocorreram muito antes da minha adolescência, com as músicas "Bro Hymn" e "Fuck Authority". Porém, o disco responsável por me introduzir à discografia da banda foi justamente From The Ashes. A capa do álbum apresenta um contraste entre felicidade e terror, referenciado por colagens do período em que se sucedeu a Segunda Guerra da Indochina, popularmente conhecida como Guerra do Vietnã (1955-1975).
Dentre os mais diversos gêneros que compõem a trilha sonora da minha puberdade, é impossível não destacar o punk rock. Lembro-me de ter 14 ou 15 anos quando tive meus primeiros contatos com o gênero, desde clássicos como Dead Kennedys e Ramones até o popular ska punk de NOFX e Rancid. Obviamente, não existe movimento mais convidativo do que a cena punk para um adolescente "rebelde sem causa". O conceito “Do It Yourself” parece acolher qualquer jovem que esteja se perguntando qual o melhor caminho a ser seguido ou trilhado.
Dentre todas as bandas que se destacam nessa estranha e nebulosa fase da minha vida, o Pennywise é uma das mais interessantes. Hoje, vamos conversar sobre “From The Ashes”, sétimo trabalho da banda, lançado em setembro de 2003.
Meus primeiros contatos com o som do grupo norte-americano ocorreram muito antes da minha adolescência, com as músicas "Bro Hymn" e "Fuck Authority". Porém, o disco responsável por me introduzir à discografia da banda foi justamente From The Ashes. A capa do álbum apresenta um contraste entre felicidade e terror, referenciado por colagens do período em que se sucedeu a Segunda Guerra da Indochina, popularmente conhecida como Guerra do Vietnã (1955-1975).
Acredito que os leitores mais vorazes devem estar se perguntando quanto à
origem do nome Pennywise, e sim, trata-se de uma referência à criatura criada
por Stephen King em sua obra “It”, de 1986.
“From The Ashes” continua com a excelente linha criada pela banda.
Seus antecessores, “Land Of The Free?” (2001) e “Straight Ahead”
(1999), conseguiram unir sucesso comercial a críticas positivas, o que tornou o
Pennywise uma das bandas mais barulhentas do underground. Mesmo que Land
Of The Free? seja um clássico absoluto, é perceptível que o grupo se
afastou um pouco do seu som tradicional naquela obra. Nesse sentido, From
The Ashes é responsável por trazer uma atitude muito mais ácida, desde suas
bases rítmicas até as composições. Logo, o trabalho marca o regresso da banda à
sua sonoridade característica, com letras que, apesar de ainda apresentarem
críticas sociais e governamentais, também expõem temas de autoajuda e
autoconfiança.
Por trás da constância do grupo, está uma fórmula simples, porém que
poucas bandas conseguem alcançar ao longo de suas carreiras: uma formação com
pouquíssimas alterações. Desde 1988, ano em que o grupo foi formado, poucas
foram as mudanças no quadro de integrantes, sendo a mais notória a do baixista
Jason Thirsk, em 1996, devido ao seu falecimento.
Sendo assim, quando você escuta qualquer disco da vasta discografia do
Pennywise, sente que está diante de uma banda compacta, um tanque de guerra em
que cada membro desempenha um papel essencial para o seu funcionamento.
Todavia, é impossível não destacar a performance do vocalista Jim Lindberg. Seu
vocal é um excelente cartão de visitas; tanto que, para os leitores que nunca tiveram
um contato mais aprofundado com o gênero, o Pennywise é uma excelente porta de
entrada. Tenho certeza de que Lindberg facilitará consideravelmente a sua
primeira experiência, tornando-a muito mais agradável.
O disco From The Ashes está repleto de passagens que exaltam o
talento de seu vocalista, como nas canções "Now I Know",
"Look Who You Are" e "Rise Up". Em
contrapartida, as músicas "Punch Drunk" e "Change My
Mind" são aquelas que, quando tocam, você apenas tem que se deixar
levar pelo momento, sendo "Change My Mind" a minha favorita do
disco.
Os anos 90 ficaram marcados pelo surgimento dos mais diversos grupos de
punk rock, que apresentaram uma proposta que, apesar de guardar similitude com
o punk clássico, dispunha de uma estrutura muito moderna, capaz de captar bem
as exigências do mercado fonográfico da época. Dentre essas bandas, é
impossível não lembrar do Pennywise, grupo que é referência no meio. Caso nunca
tenha escutado nada da banda, recomendo que comece pelo matador From The
Ashes.


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