G.B.H | City Baby Attacked by Rats (1982)

Muitas são as bandas conhecidas pela sua influência dentro de um movimento/gênero musical, que comumente são referenciadas por outros artistas como uma fonte de inspiração. Quando pensamos em grupos que influenciaram gêneros como heavy metal ou thrash metal, sempre acabamos caindo no clichê: Deep Purple, Black Sabbath, Thin Lizzy, Motörhead ou Judas Priest. Todos esses dinossauros do rock n' roll, foram importantíssimos para orientar outros artistas que posteriormente viriam a trilhar o seu caminho de forma brilhante dentro do metal. 
Neste sentido, é necessário exaltar o trabalho de uma banda que influenciou grupos, não somente dentro do seu seguimento, como também, em estilos diferentes ao seu. Pouco referenciada pelo público em geral, o G.B.H, banda de punk rock formada em Birmingham, Inglaterra, em 1978, é sem dúvida alguma um dos grupos mais relevantes de seu tempo, não somente para a segunda onda do movimento punk inglês, popularmente denominado como UK82, como serviu de influência direta para bandas de thrash metal como Metallica e Slayer
Hoje vamos conversar sobre o maior clássico da banda, o poderoso "City Baby Attacked by Rats", lançado em abril de 1982. 
Meu primeiro contato com a banda ocorreu após ler diversos artigos e perceber que todos tinha um ponto em comum: Vários artistas colocavam o G.B.H como suas referências ou destacavam a sua importância dentro do punk ou metal. Após uma breve pesquisa sobre a banda, me deparei com o seu disco de estreia, um álbum rápido, pesado e mais agressivo que o normal - City Baby Attacked by Rats. 
Desde muito cedo tive o hábito de consumir punk, principalmente o punk norte americano, bandas como Social Distortion, Dead Kennedys, Dead Boys e Black Flag. Todavia, o G.B.H foi responsável por me abrir as portas para o punk inglês, tarefa realizada de forma visceral. Posso afirmar sem sombra de dúvidas que City Baby Attacked by Rats é um dos discos mais pesados que já tive a oportunidade de ouvir. 
A obra, assim como outras do gênero, apresenta uma produção precária, o que na minha opinião da um charme a mais. A capa do álbum mostra o desenho de um beco, que apresenta ratos e lixos espalhados pelo chão. A arte procura retratar a realidade que muitas cidades da Inglaterra enfrentavam à época, assoladas pela desorganização e desemprego. 


O disco apresenta uma agressividade que poucas bandas conseguem expressar. A sensação é de que a qualquer momento sua vitrola criara vida e lhe dará um cruzado de esquerda no "pé" do ouvido. O guitarrista Colin Blyth, Jock, nos corou com uma série de power chords, que misturam velocidade e violência, porém, sem perder a boa e velha simplicidade do punk rock. Para acompanhá-lo, Andrew Williams, Wilf, que parece ter as mãos feitas de brita, mostra toda a sua força e potência massacrando na bateria. Essa sinergia fica evidente em canções como Time Bomb, Sick Boy, Maniac e The Prayer of a Realist.
Outra figura importante para a obra é o vocalista Colin Abrahall, que com seu vocal enérgico contribuiu muito para a hostilidade transmitida pela obra. Quando escutamos esse clássico do punk rock, é impossível não bater a cabeça, ou então, ter a vontade de se jogar no meio de um mosh pit.


Indico para aqueles que nunca escutaram esse clássico, que deem atenção em particular as músicas Slut e Passenger on the Menu, que dispõe de uma estrutura um pouco diferente das demais canções da obra, sendo uma das faixas que mais exaltam o trabalho que Abrahall e Jock desenvolveram em todo o álbum - é a minha favorita. 
Obviamente que essa resenha não tem a intenção de contar toda a história da banda ou do álbum em si. Minha missão é apenas expressar a minha admiração pelo disco de uma das bandas mais importantes do punk rock mundial. Então, para aqueles que nunca tiveram qualquer contato com G.B.H, fica a dica: Um trabalho poderoso, rápido e furioso, ao melhor estilo Do It Yourself

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Slayer | Divine Intervention (1994)

Megadeth | Megadeth (2026)

Ozzy Osbourne | Bark at the Moon (1983)